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Atividade Física

14.01.15

Exercícios ao ar livre aumentam bem-estar emocional

Exercícios ao ar livre aumentam bem-estar emocional

Além de trazer benefícios ao físico, as práticas corporais que proporcionam maior contato com a natureza podem fazer muito bem à mente, diminuindo o risco de depressão, entre outras doenças.

Uma pesquisa feita pelo Centro Médico Universitário de Amsterdã, na Holanda, com 350 voluntários, mostrou que as pessoas que têm contato com a natureza regularmente têm 21% menos chances de desenvolver depressão. Outro estudo, feito por pesquisadores escoceses, da Universidade de Heriot-Watt, comprovou que praticar atividades ao ar livre reduz a agressividade e ainda melhora o funcionamento do cérebro.

“Boa parte desses benefícios deve-se à paisagem e ao ambiente motivador. O convívio social é outro ganho de quem se exercita em parque ou praça pública”, diz o educador físico Rodrigo Poli, especializado em fisiologia do exercício pela Universidade de São Paulo.

O ar fresco, o verde das árvores, o barulho dos pássaros e até mesmo a água do mar, em regiões litorâneas, são elementos que, por si só, proporcionam relaxamento. “A natureza transmite uma sensação de bem-estar que ajuda a reduzir o estresse, contribuindo para a melhora da qualidade de vida”, explica Edina Camargo, professora de educação física da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Para que os benefícios sejam permanentes, o ideal é praticar pelo menos três vezes por semana. Vale pedalar, correr, caminhar ou até mesmo utilizar as academias ao ar livre. “Só o fato de sair de um local fechado já proporciona uma quebra na rotina, que é interessante tanto para a saúde do corpo quanto da mente”, completa Edina.

Práticas também exigem cuidados

Como qualquer outro tipo de exercício, os que podem ser feitos em parques, praças, praias ou academias ao ar livre necessitam de acompanhamento. “O profissional de educação física deve orientar a atividade para assegurar a qualidade do trabalho, a segurança na prática e a adequação da intensidade ao nível de condicionamento físico do praticante”, explica o fisiologista Claudio Pavanelli, mestre em fisiologia do exercício pela Universidade Federal de São Paulo.

Além disso, é fundamental passar por uma avaliação médica antes de começar a suar a camisa.

A céu aberto, também é preciso redobrar os cuidados com a proteção solar e a hidratação. Evitar os períodos de sol a pino, entre 10h e 16h, é outra dica. Nesses horários, a sensação térmica pode provocar desconforto. Mas há ainda outro agravante: a concentração de substâncias poluentes no ar é ainda maior nesse intervalo. Por isso, procure exercitar-se no início da manhã ou no início da noite.

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