Menu

Alimentação

04.12.14

Enlatados nem sempre são um mau negócio

Enlatados nem sempre são um mau negócio

Saiba como escolher bem esse tipo de alimento, que facilita a vida no dia a dia.

Com a rotina corrida, muita gente acaba recorrendo aos alimentos enlatados. Eles têm a vantagem de durar mais tempo que os produtos frescos e podem ser acondicionados na despensa por meses, até virarem ingredientes de uma refeição rápida.

É bem verdade que, por serem processados, eles perdem boa parte de seus nutrientes, principalmente vitaminas e minerais. Apesar disso, podem compor um prato equilibrado, se forem combinados com outros tipos de alimentos. “Uma sugestão é usar o enlatado para incrementar uma salada colorida, que tenha folhas e legumes, por exemplo. Ainda assim, o melhor é consumi-los, no máximo, uma vez por semana”, indica a nutricionista Isabel Andrade, graduada em Ciência de Alimentos pela San Jose State University, dos Estados Unidos.

Alguns alimentos são tão ricos em substâncias benéficas à saúde que, se for impossível consumi-los frescos, é melhor ficar com a versão enlatada do que simplesmente retirá-los do cardápio. É o caso do atum. “Mesmo a versão enlatada tem alta concentração de selênio, magnésio, potássio e complexo de vitamina B. E isso sem falar na oferta de ômega-3, substância que beneficia o sistema cardiovascular, reduz a inflamação e até colabora para diminuir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL)”, diz Cristina Berbert Gelelete, nutricionista e Mestre em Clínica Médica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Para os alimentos que são conservados em água e sal ou óleo, a dica é passar em água corrente antes de consumir. Assim, eles ficam ainda mais saudáveis.

Como comprar e guardar

Sempre que possível, prefira os alimentos cozidos no vapor. “Eles também perdem uma parte dos nutrientes no cozimento. No entanto, não contêm tantos conservantes, que são substâncias químicas prejudiciais à saúde”, explica a nutricionista Mônica Dalmacio, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera de Niterói. Quando o alimento é preparado dessa forma, a informação geralmente aparece em destaque na embalagem, junto ao nome do produto.

Além disso, observe bem o rótulo, para verificar a quantidade de gordura e sódio. E até se a embalagem tem ou não Bisphenol A (BPA). “A Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabeleceu que essa informação deve estar em todos os rótulos de comidas enlatadas. Prefira as que não têm”, afirma Isabel.

Também evite colocar no carrinho latas que estejam estufadas, amassadas ou enferrujadas.

Depois de abrir, verifique se a cor e o aroma do alimento não estão alterados, o que pode ser sinal de problema.

Por fim, se quiser refrigerá-lo após o uso, retire-o da embalagem de alumínio. “Acondicione-o, preferencialmente, em um recipiente de vidro, pois o alimento pode absorver resíduos da lata”, explica Cristina.

Deixe seu comentário